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Padre investigado por pornografia com menor de idade é demitido pelo Papa



Padre investigado por pornografia com menor de idade é demitido pelo Papa

O Padre Juliano Osvaldo de Camargo, da Diocese de Votuporanga, que é investigado por supostamente ter recebido fotografias com cenas pornográficas e mantido conversas de cunho sexual com um adolescente de Valentim Gentil, na época com 16 anos, foi demitido pelo Papa Francisco. O caso aconteceu em 2016.

A decisão foi tomada após Juliano passar por um processo interno da Igreja Católica, que após sua conclusão foi enviado para a Santa Sé, onde foi analisado pelo papa, que decidiu pela demissão do sacerdote no último dia 31 de março, no entanto, a decisão só foi tornada pública nesta terça-feira, 24, com a oficialização feita pelo bispo da Diocese de Votuporanga, dom Moacir Aparecido de Freitas.

De acordo com a defesa do padre, que nega as acusações, ele recebeu as imagens contra sua vontade através das redes sociais. Ele estava afastado das atividades da Igreja, em Valentim Gentil, desde o início do processo.

Segundo o documento publicado no site da Diocese, Juliano passa a estar impedido de celebrar missas, casamentos e batizados, além de perder o direito a salário e moradia pagos pela igreja.

Condenado inicialmente a dois anos e oito meses de prisão em regime inicial aberto pelo suposto crime de pornografia infantil, Juliano recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que acatou parcialmente o recurso e reduziu a pena do ex-sacerdote para um ano, seis meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial aberto.